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após demissão de esposa, vereador caxiense agride colegas, expõe Câmara e afirma que já pertenceu a uma “quadrilha”

O plenário da Câmara Municipal de Caxias (MA) viveu um dos seus momentos mais constrangedores na segunda-feira (22), protagonizado pelo vereador Wesley Coutinho (UNIÃO).


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Em um pronunciamento inflamado, o parlamentar anunciou que a partir daquele momento fará parte da oposição. Até aí, um direito legítimo de qualquer político. O problema — e ele é grave — está nos motivos, na forma e, sobretudo, nas palavras usadas por Wesley para justificar sua súbita mudança de lado.

Segundo o próprio vereador, a decisão veio logo após a demissão de sua esposa da gestão municipal. A fala, por si só, desmonta qualquer tentativa de embalar o rompimento como um gesto de consciência política ou fidelidade à população. Ao contrário: o que se escancara é um profundo oportunismo e um total desprezo pelas reais demandas do povo caxiense. Wesley Coutinho só se revoltou com o que considera “errado” na administração municipal quando seus interesses pessoais foram atingidos. Isso é inaceitável para quem ocupa um cargo de representante do povo!


Mas a situação, já grave, se agrava ainda mais pelo tom absolutamente irresponsável adotado na tribuna. O vereador acusou seus colegas de venderem suas opiniões em troca de cargos e dinheiro, e foi além: afirmou com todas as letras que “a partir de agora não faço mais parte dessa quadrilha”. Ora, se Wesley considera que participava de uma quadrilha, ele está admitindo que passou cerca de nove meses colaborando com o que agora chama de esquema criminoso. E só se deu conta disso agora?


A denúncia feita pelo próprio vereador precisa ser levada às últimas consequências. O Ministério Público do Maranhão deve, com urgência, abrir uma investigação para apurar essas declarações gravíssimas. Se há indícios de compra de apoio político dentro da Câmara Municipal de Caxias, cabe à Justiça esclarecer e punir os responsáveis. Mas não se pode permitir que uma fala dessas seja usada como chantagem emocional ou como teatro político apenas porque um aliado perdeu o emprego da esposa.


Wesley Coutinho, ao usar esse discurso inflamado, não apenas agrediu seus colegas vereadores com acusações seríssimas e sem provas — o que pode configurar crime contra a honra — como expôs a própria incoerência de sua trajetória política. Afinal, se a administração municipal é uma “quadrilha”, o que o impediu de tomar atitude antes da exoneração de sua esposa? Onde estavam seus princípios nos meses em que ocupava espaço dentro da estrutura que agora denuncia?


A população de Caxias merece respeito. A política local não pode ser tratada como um jogo de conveniências familiares. É urgente que os vereadores caxienses adotem uma postura mais ética e transparente, e que episódios como o protagonizado por Wesley Coutinho não se repitam. O interesse público deve sempre vir antes de qualquer interesse pessoal ou familiar. Infelizmente, o que se viu na Câmara foi o oposto disso.





 
 
 

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